SAUDADES
- Luciana Klain

- 19 de mai.
- 1 min de leitura

Já expliquei no passado... falta do abraço, do olhar, da voz, dos boleros juntos...
E agora?
Diferente.
Amor de pai.
Amor de mãe.
Dois lugares dentro de mim construídos com referências tão diferente e tão complementares.
Eu não seria quem sou agora se não fossem as duas referências.
Estamos no Natal de 2025. Primeiro sem a presença de minha mãe.
Mãe. Mamita.
Meus filhos me chamam de mamis, mã.
Tantos lugares em um só coração...
Eu aqui, numa noite qualquer, sozinha, olhando para o céu. Estará minha mãe ali, naquela estrela, olhando para mim?
O lugar desta minha relação com minha mãe foi tão cuidado! Por mim, por ela.
Olho para aquilo que minha mãe teve de referência e vejo uma mulher que cresceu tanto! Mudou tanto!
Seus amados netos lhe trouxeram o frescor do amor livre, tão especial! Lembrada. Cuidada. Cuidadora.
Eu tive a honra de estar perto. Olhei para o passado. Cuidei das feridas. Me despedi dessa mulher tão resiliente, de forma inteira e verdadeira.
Hoje sinto ela mais presente do que antes.
Obrigada pela herança. Vou honrar cada gesto de amor minha mãe!
Obrigada!



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